Cenários Futuros - Meio Ambiente, Economia e Sustentabilidade from THIAGO KLING on Vimeo.
sábado, 17 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
EUA estudam taxar refrigerante para diminuir consumo The New York Times
Vários estudos científicos descobriram que a quantidade de açúcar que os norte-americanos consomem é um dos principais fatores responsáveis pela obesidade no país. Nos últimos 50 anos, o consumo de açúcares pelo norte-americano médio cresceu aproximadamente 11 quilos por ano, alargando as cinturas e tomando o lugar de alimentos mais nutritivos.
Além disso, os estudos indicam que o principal culpado tanto pelo aumento do açúcar quanto do peso dos norte-americanos tem sido o consumo cada vez maior de bebidas açucaradas, especialmente refrigerantes. Estes respondem por 7% das calorias que os norte-americanos consomem, tornando-se a principal fonte do excesso de açúcar e a maior fonte de calorias da dieta.
Os críticos costumam culpar principalmente o xarope de milho rico em frutose, o açúcar barato que ajudou a manter os preços dos refrigerantes baixos e permitiu que o consumo aumentasse. Mas na verdade, nenhuma bebida açucarada e nenhum adoçante calórico está isento de culpa. Nem o açúcar comum (que o metabolismo do corpo divide em 50% de glicose e 50% de frutose, a mesma composição do xarope de milho rico em frutose); nem o açúcar mascavo ou demerara; nem o mel; nem o xarope de agave; nem mesmo o suco de frutas concentrado.
Todos esses adoçantes, quando acrescentados às bebidas, contribuem principalmente com calorias “vazias” que não satisfazem o apetite e acabam se tornando excesso de energia que o corpo transforma em gordura. E o refrigerante, embora seja a bebida açucarada mais comum, não é o único responsável por isso. De fato, depois de décadas de aumento, o consumo de refrigerante se estabilizou, mas as bebidas isotônicas, energéticos e chás adoçados se tornaram fatores cada vez mais importantes no consumo de calorias líquidas dos norte-americanos.
Para melhorar a saúde de seus habitantes e dos cofres públicos, o Estado de Nova York, entre outros, está considerando um imposto de cerca de um centavo a cada uma onça líquida (28,4 mililitros) de bebidas açucaradas de alta caloria.
A Associação Norte-Americana de Bebidas, que é uma das principais responsáveis pela redução de 88% nas calorias dos refrigerantes nas escolas do país, prejudicou seriamente sua credibilidade com anúncios se opondo ao chamado imposto do refrigerante.
Em comerciais de rádio e televisão patrocinados pela associação, donas de casa defendem o argumento falso de que um imposto como este faria com que fosse mais difícil sustentar suas famílias.
Mas nenhum nutricionista lista os refrigerantes como um ingrediente desejável numa dieta. Eles não são alimento, nem uma necessidade básica. Na verdade, as pessoas que mais se beneficiarão com um imposto sobre os refrigerantes, que desencoraje seu consumo, são provavelmente aquelas que têm mais dificuldades financeiras. Elas são as mais prejudicadas ao gastar o pouco dinheiro que têm em calorias vazias que prejudicam sua saúde.
O risco dos refrigerantes
Quando eu era criança, a principal objeção dos pais em relação ao açúcar era que ele fazia mal aos dentes. Embora dentes estragados não sejam uma boa ideia, eles estão longe de ser uma ameaça à vida como hoje sabemos que são os riscos do consumo excessivo de açúcar, especialmente na forma líquida. Os riscos mais sérios são a diabete tipo 2 e as doenças do coração, tanto como uma conseqüência direta do peso extra quanto, no caso da doença cardíaca, como um risco independente.
Um estudo de Harvard que acompanhou 88 mil mulheres durante 24 anos descobriu que, independentemente do peso corporal, o risco de desenvolver doenças cardíacas era 20% maior entre aquelas que tomavam pelo menos duas bebidas açucaradas por dia, do que entre as que bebiam menos de uma bebida açucarada por mês. Dos 4 mil homens e mulheres que participaram do Framingham Heart Study durante quatro anos, os que bebiam pelo menos uma bebida açucarada (comparados àquelas que bebiam menos) tinham um risco 44% maior de desenvolver síndrome metabólica, um precursor da doença cardíaca. Aqui também o prejuízo à saúde independe do peso da pessoa.
A frutose, que representa metade do açúcar presente nos refrigerantes e outras bebidas adoçadas com xarope milho rico em frutose, aumenta os níveis de triglicérides depois das refeições e também promove um ganho de gordura abdominal, ambos fatores da síndrome metabólica.
Ainda assim, a maioria dos norte-americanos se preocupa mais com seu peso do que com os riscos à sua saúde a longo prazo. Estudos atrás de estudos mostraram que, assim como as cobaias, as pessoas não compensam o excesso de calorias líquidas comendo menos alimentos. Bebidas açucaradas não saciam o apetite, talvez porque sejam metabolizadas muito rapidamente.
Em outro estudo de Harvard que acompanhou 51 mil mulheres durante quatro anos, aquelas que aumentaram seu consumo de refrigerante de um por semana para pelo menos um por dia, ganharam mais peso. Como conseqüência, elas também passaram a ter quase o dobro do risco de desenvolver diabete do tipo 2.
A frutose nos refrigerantes pode até fazer com que as pessoas comam mais do que o necessário por causa de seu efeito sobre o hormônio leptina, que sinaliza ao cérebro que você está satisfeito. Nos estudos com animais, o alto consumo de frutose durante um período de meses resultou em resistência ao sinal da leptina. Um estudo preliminar em homens e mulheres obesos e com peso regular indicou que o mesmo acontece com os seres humanos.
Num artigo do “The New England Journal of Medicine” publicado no ano passado, Kelly D. Brownell, professor em Yale, e o doutor Thomas R. Frieden, diretor dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, escreveu: “As bebidas açucaradas são divulgadas extensivamente para crianças e adolescentes, e em meados dos anos 90, o consumo de bebidas açucaradas pelas crianças ultrapassou o consumo de leite. Para cada lata ou copo de bebida açucarada consumida a mais por dia, a probabilidade de uma criança se tornar obesa aumenta 60%.”
Saúde e economia
Os autores citaram um estudo de Yale que indica que para cada 10% de aumento no preço, o consumo de refrigerante cai 7,8%. A indústria de refrigerantes estima uma queda ainda maior nas vendas: um declínio de 7,8% para cada 6,8% de aumento nos preços. É provável que esse declínio seja compensado pelo aumento das vendas de bebidas dietéticas e água engarrafada pelas mesmas companhias. Portanto, é improvável que um imposto sobre as bebidas açucaradas afete o emprego ou os lucros.
Acrescentar um imposto de um centavo por onça sobre as bebidas açucaradas poderia reduzir o consumo em mais de 10% e gerar uma arrecadação de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,1 bilhões) só no Estado de Nova York, estimam os autores. Ao mesmo tempo, a queda resultante no consumo reduziria os riscos de saúde e economizaria dinheiro em custos médicos relacionados ao excesso de peso e à obesidade, cerca de metade dos quais são pagos por programas do governo, dizem eles.
“Uma pesquisa feita com os moradores de Nova York descobriu que 52% apoiavam o ‘imposto do refrigerante’, mas o número aumentou para 72% quando os moradores foram informados de que a arrecadação seria usada para a prevenção da obesidade”, escreveram. “Talvez a abordagem mais razoável seja usar a arrecadação para subsidiar a compra de alimentos saudáveis.”
Um imposto que pode aumentar a arrecadação, cortar o consumo de açúcar e aumentar o consumo de frutas e verduras? Não espanta que muitos nova-iorquinos gostem da idéia.
Tradução: Eloise De Vylder
Além disso, os estudos indicam que o principal culpado tanto pelo aumento do açúcar quanto do peso dos norte-americanos tem sido o consumo cada vez maior de bebidas açucaradas, especialmente refrigerantes. Estes respondem por 7% das calorias que os norte-americanos consomem, tornando-se a principal fonte do excesso de açúcar e a maior fonte de calorias da dieta.
Os críticos costumam culpar principalmente o xarope de milho rico em frutose, o açúcar barato que ajudou a manter os preços dos refrigerantes baixos e permitiu que o consumo aumentasse. Mas na verdade, nenhuma bebida açucarada e nenhum adoçante calórico está isento de culpa. Nem o açúcar comum (que o metabolismo do corpo divide em 50% de glicose e 50% de frutose, a mesma composição do xarope de milho rico em frutose); nem o açúcar mascavo ou demerara; nem o mel; nem o xarope de agave; nem mesmo o suco de frutas concentrado.
Todos esses adoçantes, quando acrescentados às bebidas, contribuem principalmente com calorias “vazias” que não satisfazem o apetite e acabam se tornando excesso de energia que o corpo transforma em gordura. E o refrigerante, embora seja a bebida açucarada mais comum, não é o único responsável por isso. De fato, depois de décadas de aumento, o consumo de refrigerante se estabilizou, mas as bebidas isotônicas, energéticos e chás adoçados se tornaram fatores cada vez mais importantes no consumo de calorias líquidas dos norte-americanos.
Para melhorar a saúde de seus habitantes e dos cofres públicos, o Estado de Nova York, entre outros, está considerando um imposto de cerca de um centavo a cada uma onça líquida (28,4 mililitros) de bebidas açucaradas de alta caloria.
A Associação Norte-Americana de Bebidas, que é uma das principais responsáveis pela redução de 88% nas calorias dos refrigerantes nas escolas do país, prejudicou seriamente sua credibilidade com anúncios se opondo ao chamado imposto do refrigerante.
Em comerciais de rádio e televisão patrocinados pela associação, donas de casa defendem o argumento falso de que um imposto como este faria com que fosse mais difícil sustentar suas famílias.
Mas nenhum nutricionista lista os refrigerantes como um ingrediente desejável numa dieta. Eles não são alimento, nem uma necessidade básica. Na verdade, as pessoas que mais se beneficiarão com um imposto sobre os refrigerantes, que desencoraje seu consumo, são provavelmente aquelas que têm mais dificuldades financeiras. Elas são as mais prejudicadas ao gastar o pouco dinheiro que têm em calorias vazias que prejudicam sua saúde.
O risco dos refrigerantes
Quando eu era criança, a principal objeção dos pais em relação ao açúcar era que ele fazia mal aos dentes. Embora dentes estragados não sejam uma boa ideia, eles estão longe de ser uma ameaça à vida como hoje sabemos que são os riscos do consumo excessivo de açúcar, especialmente na forma líquida. Os riscos mais sérios são a diabete tipo 2 e as doenças do coração, tanto como uma conseqüência direta do peso extra quanto, no caso da doença cardíaca, como um risco independente.
Um estudo de Harvard que acompanhou 88 mil mulheres durante 24 anos descobriu que, independentemente do peso corporal, o risco de desenvolver doenças cardíacas era 20% maior entre aquelas que tomavam pelo menos duas bebidas açucaradas por dia, do que entre as que bebiam menos de uma bebida açucarada por mês. Dos 4 mil homens e mulheres que participaram do Framingham Heart Study durante quatro anos, os que bebiam pelo menos uma bebida açucarada (comparados àquelas que bebiam menos) tinham um risco 44% maior de desenvolver síndrome metabólica, um precursor da doença cardíaca. Aqui também o prejuízo à saúde independe do peso da pessoa.
A frutose, que representa metade do açúcar presente nos refrigerantes e outras bebidas adoçadas com xarope milho rico em frutose, aumenta os níveis de triglicérides depois das refeições e também promove um ganho de gordura abdominal, ambos fatores da síndrome metabólica.
Ainda assim, a maioria dos norte-americanos se preocupa mais com seu peso do que com os riscos à sua saúde a longo prazo. Estudos atrás de estudos mostraram que, assim como as cobaias, as pessoas não compensam o excesso de calorias líquidas comendo menos alimentos. Bebidas açucaradas não saciam o apetite, talvez porque sejam metabolizadas muito rapidamente.
Em outro estudo de Harvard que acompanhou 51 mil mulheres durante quatro anos, aquelas que aumentaram seu consumo de refrigerante de um por semana para pelo menos um por dia, ganharam mais peso. Como conseqüência, elas também passaram a ter quase o dobro do risco de desenvolver diabete do tipo 2.
A frutose nos refrigerantes pode até fazer com que as pessoas comam mais do que o necessário por causa de seu efeito sobre o hormônio leptina, que sinaliza ao cérebro que você está satisfeito. Nos estudos com animais, o alto consumo de frutose durante um período de meses resultou em resistência ao sinal da leptina. Um estudo preliminar em homens e mulheres obesos e com peso regular indicou que o mesmo acontece com os seres humanos.
Num artigo do “The New England Journal of Medicine” publicado no ano passado, Kelly D. Brownell, professor em Yale, e o doutor Thomas R. Frieden, diretor dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, escreveu: “As bebidas açucaradas são divulgadas extensivamente para crianças e adolescentes, e em meados dos anos 90, o consumo de bebidas açucaradas pelas crianças ultrapassou o consumo de leite. Para cada lata ou copo de bebida açucarada consumida a mais por dia, a probabilidade de uma criança se tornar obesa aumenta 60%.”
Saúde e economia
Os autores citaram um estudo de Yale que indica que para cada 10% de aumento no preço, o consumo de refrigerante cai 7,8%. A indústria de refrigerantes estima uma queda ainda maior nas vendas: um declínio de 7,8% para cada 6,8% de aumento nos preços. É provável que esse declínio seja compensado pelo aumento das vendas de bebidas dietéticas e água engarrafada pelas mesmas companhias. Portanto, é improvável que um imposto sobre as bebidas açucaradas afete o emprego ou os lucros.
Acrescentar um imposto de um centavo por onça sobre as bebidas açucaradas poderia reduzir o consumo em mais de 10% e gerar uma arrecadação de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,1 bilhões) só no Estado de Nova York, estimam os autores. Ao mesmo tempo, a queda resultante no consumo reduziria os riscos de saúde e economizaria dinheiro em custos médicos relacionados ao excesso de peso e à obesidade, cerca de metade dos quais são pagos por programas do governo, dizem eles.
“Uma pesquisa feita com os moradores de Nova York descobriu que 52% apoiavam o ‘imposto do refrigerante’, mas o número aumentou para 72% quando os moradores foram informados de que a arrecadação seria usada para a prevenção da obesidade”, escreveram. “Talvez a abordagem mais razoável seja usar a arrecadação para subsidiar a compra de alimentos saudáveis.”
Um imposto que pode aumentar a arrecadação, cortar o consumo de açúcar e aumentar o consumo de frutas e verduras? Não espanta que muitos nova-iorquinos gostem da idéia.
Tradução: Eloise De Vylder
Metade da população urbana mundial vive em cidades pequenas ou médias
El País
Sandro Pozzi
Em Nova York
O mundo rural está se urbanizando. E nos próximos anos a maior parte do crescimento das áreas urbanas se concentrará nas cidades pequenas, tanto em número de habitantes quanto em extensão. No final deste ano, 1,2 bilhão de pessoas viverão em cidades de 100 mil habitantes, o equivalente a um terço da população urbana mundial. Enquanto 600 milhões vivem em centros urbanos de até meio milhão de habitantes.
Ou seja, praticamente a metade da população urbana mundial (52%) vive em concentrações com menos de meio milhão de habitantes. A ONU estima que este número deva crescer em 500 milhões de pessoas, para um total de 2,3 bilhões de habitantes. Este acréscimo significa que as cidades pequenas deverão absorver 45% do aumento da população urbana até 2015.
Hania Zlotnik, diretora da Divisão de População da ONU, fala da “transformação” pela qual os pequenos centros rurais estão passando, como se estivessem numa corrida para se transformar em cidades. E este, diz ela, é um dos fatores que indicam que a população mundial “será urbana” no final de 2010, quando as cidades acolherão cerca de 3,5 bilhões de seres humanos, ou seja, 50,5% da população planetária. E em 2050, este número será de 69%.
Um crescimento que, segundo Zlotnik, acontece à custa das zonas rurais. “Quando o mundo se urbaniza, a população rural para de crescer”. Na Europa, esta redução começou nos anos 50. Hoje, o continente tem 119 milhões de habitantes na zona rural, número que deve cair pela metade em 2050. Estima-se também que haverá uma queda, ainda que modesta, nos Estados Unidos e no Canadá, países que já são altamente urbanizados. E também na América Latina.
Mas, como diz Zlotnik, a grande novidade vem da Ásia, especialmente da China. A redução da população rural será importante nos próximos 40 anos na região: cairá de 2,4 bilhões de habitantes este ano para 1,8 bilhão. Hoje, 42% da população asiática vivem nas cidades. Em 40 anos, este número será de 65%. Mas ainda ficará abaixo dos 85% do Ocidente.
A transformação impressiona. Nos anos 80, havia cerca de 50 cidades com mais de meio milhão de habitantes. Desde então, a China se urbanizou com extraordinária rapidez por causa da mudança econômica. Até o ponto em que agora existem 134 novas cidades, às quais se somarão outra centena em 2025.
A África é a exceção. Por enquanto, porque segundo estimativas da ONU a queda na população rural chegará mais tarde ao continente, em 2040. Não só por causa da urbanização, mas também por uma queda na taxa de natalidade. Assim, estima-se que os assentamentos urbanos passem dos 40% atuais para 62%. Tudo somado, a equipe de Zlotnik prevê que a população rural mundial começará a cair em 2020, de 3,4 bilhão para 2,9 bilhão em 2050.
A ONU confirma que o grosso da transformação do mundo rural para o urbano acontecerá através de cidades menores e nos países menos desenvolvidos. Em 2050, a Ásia será a região do planeta que concentrará a maior população urbana, 3,4 bilhões, em comparação ao 1,8 bilhão de habitantes em 2010. E a África, que o ocupa o quarto lugar depois da Europa e América Latina, subirá para o segundo lugar, com 1,2 bilhão.
Apesar das disparidades, a tendência é clara. No ano passado, 140 dos 230 países ou regiões do mundo já contavam com mais da metade de sua população vivendo nas áreas urbanas. Nas próximas quatro décadas, antecipa Zlotnik, este número crescerá em 66 países. Ou seja, só 24 serão rurais, e estarão na África, Ásia e Oceania. E os países da Europa, América Latina e América do Norte, serão então predominantemente urbanos.
As grandes metrópoles também crescerão. Atualmente, há cerca de 54 cidades com mais de cinco milhões de habitantes. As cidades com mais de 10 milhões de habitantes passarão de 21 para 29 em 2050, e abrigarão 10% da população urbana. As “megacidades em espera” passarão de 33 a 46. Enquanto os centros urbanos com população entre um milhão e cinco milhões de habitantes serão 509 em quatro décadas, 120 a mais do que hoje, e abrigarão 22% da população urbana.
Tradução: Eloise De Vylder
Sandro Pozzi
Em Nova York
O mundo rural está se urbanizando. E nos próximos anos a maior parte do crescimento das áreas urbanas se concentrará nas cidades pequenas, tanto em número de habitantes quanto em extensão. No final deste ano, 1,2 bilhão de pessoas viverão em cidades de 100 mil habitantes, o equivalente a um terço da população urbana mundial. Enquanto 600 milhões vivem em centros urbanos de até meio milhão de habitantes.
Ou seja, praticamente a metade da população urbana mundial (52%) vive em concentrações com menos de meio milhão de habitantes. A ONU estima que este número deva crescer em 500 milhões de pessoas, para um total de 2,3 bilhões de habitantes. Este acréscimo significa que as cidades pequenas deverão absorver 45% do aumento da população urbana até 2015.
Hania Zlotnik, diretora da Divisão de População da ONU, fala da “transformação” pela qual os pequenos centros rurais estão passando, como se estivessem numa corrida para se transformar em cidades. E este, diz ela, é um dos fatores que indicam que a população mundial “será urbana” no final de 2010, quando as cidades acolherão cerca de 3,5 bilhões de seres humanos, ou seja, 50,5% da população planetária. E em 2050, este número será de 69%.
Um crescimento que, segundo Zlotnik, acontece à custa das zonas rurais. “Quando o mundo se urbaniza, a população rural para de crescer”. Na Europa, esta redução começou nos anos 50. Hoje, o continente tem 119 milhões de habitantes na zona rural, número que deve cair pela metade em 2050. Estima-se também que haverá uma queda, ainda que modesta, nos Estados Unidos e no Canadá, países que já são altamente urbanizados. E também na América Latina.
Mas, como diz Zlotnik, a grande novidade vem da Ásia, especialmente da China. A redução da população rural será importante nos próximos 40 anos na região: cairá de 2,4 bilhões de habitantes este ano para 1,8 bilhão. Hoje, 42% da população asiática vivem nas cidades. Em 40 anos, este número será de 65%. Mas ainda ficará abaixo dos 85% do Ocidente.
A transformação impressiona. Nos anos 80, havia cerca de 50 cidades com mais de meio milhão de habitantes. Desde então, a China se urbanizou com extraordinária rapidez por causa da mudança econômica. Até o ponto em que agora existem 134 novas cidades, às quais se somarão outra centena em 2025.
A África é a exceção. Por enquanto, porque segundo estimativas da ONU a queda na população rural chegará mais tarde ao continente, em 2040. Não só por causa da urbanização, mas também por uma queda na taxa de natalidade. Assim, estima-se que os assentamentos urbanos passem dos 40% atuais para 62%. Tudo somado, a equipe de Zlotnik prevê que a população rural mundial começará a cair em 2020, de 3,4 bilhão para 2,9 bilhão em 2050.
A ONU confirma que o grosso da transformação do mundo rural para o urbano acontecerá através de cidades menores e nos países menos desenvolvidos. Em 2050, a Ásia será a região do planeta que concentrará a maior população urbana, 3,4 bilhões, em comparação ao 1,8 bilhão de habitantes em 2010. E a África, que o ocupa o quarto lugar depois da Europa e América Latina, subirá para o segundo lugar, com 1,2 bilhão.
Apesar das disparidades, a tendência é clara. No ano passado, 140 dos 230 países ou regiões do mundo já contavam com mais da metade de sua população vivendo nas áreas urbanas. Nas próximas quatro décadas, antecipa Zlotnik, este número crescerá em 66 países. Ou seja, só 24 serão rurais, e estarão na África, Ásia e Oceania. E os países da Europa, América Latina e América do Norte, serão então predominantemente urbanos.
As grandes metrópoles também crescerão. Atualmente, há cerca de 54 cidades com mais de cinco milhões de habitantes. As cidades com mais de 10 milhões de habitantes passarão de 21 para 29 em 2050, e abrigarão 10% da população urbana. As “megacidades em espera” passarão de 33 a 46. Enquanto os centros urbanos com população entre um milhão e cinco milhões de habitantes serão 509 em quatro décadas, 120 a mais do que hoje, e abrigarão 22% da população urbana.
Tradução: Eloise De Vylder
Grupo encontra vulcões subaquáticos mais profundos já vistos - Uol
Publicidade
da Reportagem Local
Os vulcões subaquáticos mais profundos já vistos foram encontrados por uma expedição britânica. As chaminés submarinas, como são conhecidas, localizam-se a 5.000 metros de profundidade, no mar do Caribe. A descoberta foi feita por uma equipe do NOC (Centro Oceanográfico Nacional) do Reino Unido, usando um submarino robótico remotamente controlado. O robô localizou as finas torres de minério de cobre e ferro no fundo do mar, expelindo água e minerais a mais de 300ºC.
| NOC | ||
![]() | ||
| Chaminé submarina mais profunda já descoberta; temperatura da água expelida pelo vulcão derrete chumbo |
As chaminés submarinas exercem fascínio sobre os cientistas porque a água fervente expelida por elas nutre colônias de criaturas que ninguém achava que pudessem viver em tal ambiente, como moluscos gigantes e vermes em forma de tubo.
Estudar esses organismos, chamados genericamente de extremófilos ("amigos do extremo"), pode ajudar a entender a vida marinha em outras partes do mundo e até a inferir hipóteses sobre a vida em outros planetas.
sábado, 10 de abril de 2010
Mato Grosso concentra 99% da degradação florestal
Hebert Almeida
Redação 24 Horas News
A exploração florestal continua sendo um problema para a imagem de Mato Grosso. E não é para menos. Dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revelam que o Estado concentrou nada menos que 99% de toda a degradação florestal no mês de fevereiro na região Amazônica. Na versão do Governo, houve uma redução de 18%, “reforçando a constatação que o Estado de Mato Grosso está cada vez contribuindo menos com o desmatamento ilegal na Amazônia Legal”, segundo o secretário de Meio Ambiente, Alexander Maia.
Na prática, pelos dados do Imazon, a imagem que se processa é mais ou menos a seguinte: se olhar de cima há uma clareira em Mato Grosso comparado a outros estados. Os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento chegam um dia após a ministra, Izabella Teixeira, de Meio Ambiente, anunciar uma queda de 51% no desmatamento registrado pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER) nos sete primeiros meses do calendário do desmate na Amazônia - agosto a fevereiro.
Com desmatamento elevado, maior as emissões de carbono. O desmatamento acumulado no período de agosto de 2009 a fevereiro de 2010 (924 quilômetros quadrados) resultou, no comprometimento de 16,3 milhões de toneladas carbono sujeitas à emissões diretas e futuras por eventos de queimadas e decomposição, o que representou cerca de 60 milhões de toneladas de C02 equivalente
“Esse valor representa um aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior (agosto de 2008 a fevereiro de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento detectado pelo SAD (749 quilômetros quadrados) foi de 12 milhões de toneladas de carbono ou cerca de 44 milhões de toneladas de C02 equivalente” – informa o boletim Transparência Florestal.
Aumentou ou diminuiu? Há uma diferente entre os dois sistema. O Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) é capaz de enxergar a devastação na floresta a uma distância de 250 metros. Essa resolução é considerada tão baixa que os números não servem para contabilizar o desmatamento oficial na Amazônia, mas são um primeiro indicativo da necessidade de intervenção da fiscalização em áreas prioritárias.
Nas avaliações do Imazon sobre os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) para fevereiro de 2010, o desmate, em vez de cair, subiu 41%. O DETER também havia registrado, na análise mês a mês, um aumento de 29% em fevereiro, com a ressalva de que muito pouco se viu pelos satélites por causa da concentração de nuvens em 80% da região. No caso do SAD, as nuvens bloquearam 40% da área avaliada.
Foram 88 km² desmatados na Amazônia Legal em fevereiro, de acordo com o SAD, cujo refinamento de imagens é bem maior do que o DETER. De agosto de 2009 a fevereiro de 2010, o desmate totalizou 924 km² - um aumento de 23% em relação ao período anterior. Como o DETER havia indicado, a maior parte do desmatamento observado ocorreu em Mato Grosso. Precisamente, 75%. O Pará, grande “concorrente” de Mato Grosso, contabilizou 1% de área degradada nesse período.
Mesmo no sistema com baixa resolução, ficou demonstrados que dos 208,2 quilômetros quadrados desmatados observados em janeiro e fevereiro de 2010, Mato Grosso concentrou 69% dos alertas, seguido por Roraima, com 13%. Os outros estados registraram ocorrências bem menos significativas, mas isso não quer dizer que não tenha havido desmatamentos. Apenas que existia grande cobertura de nuvens sobre eles, que impediram a avaliação por satélite nesse período chuvoso. Em 86,5% das áreas observadas houve corte raso, ou seja, a remoção completa da floresta. O restante dos alertas confirmados, equivalentes a 97% dos casos, foi constatada degradação progressiva da floresta em diversos estágios.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Programa para auxiliar no ensino de Geografia.
Segundo o produtos, o Seterra é um programa de geografia desafiador, com 70 exercícios diferentes. Aprenda sobre países, capitais, bandeiras e cidades de todo o mundo! Exemplos de exercícios: Estados Norte-Americanos; Capitais Norte-Americanas; Cidades Francesas; Cidades Mexicanas; Países da Ásia, etc.
Seterra está disponível em Holandês, Dinamarquês, Inglês, Alemão, Francês, Italiano, Português Brasileiro, Espanhol e Sueco. Cada exercício possui uma lista de pontuações recordes para você acompanhar seu progresso.
Requer Windows 95, Windows 2000, Windos XP, Windows Vista ou melhor. Seterra é freeware.
Baixa programa aqui...
Seterra está disponível em Holandês, Dinamarquês, Inglês, Alemão, Francês, Italiano, Português Brasileiro, Espanhol e Sueco. Cada exercício possui uma lista de pontuações recordes para você acompanhar seu progresso.
Requer Windows 95, Windows 2000, Windos XP, Windows Vista ou melhor. Seterra é freeware.
Baixa programa aqui...
Assinar:
Postagens (Atom)


